Sangro odores desta vida
Em qualquer das minhas almas
Reviro a noite terna
E em seu avesso enxergo um sol
Um belo sol japonês
Que clareia sem queimar o homem
E arde, mesmo sob a égide da sombra,
Este lobo descompassado ao ritmo do mundo.
Volto agora à noite, nova e fresca.
Arreganho os dentes, rosnando a todos.
Tenho eu mil almas.
Teria mesmo vontade de persistir nos dias
Se compreendesse ao menos uma delas.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Eu e o Cão
Vamos para Marte.
E.T's nós somos aqui.
Escalaremos os anos-luz
Para vomitar poesia
De lá de cima.
E.T's nós somos aqui.
Escalaremos os anos-luz
Para vomitar poesia
De lá de cima.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Rosa Terra
Em primeiro lugar:
De partires para longe dos meus cuidados
Não lhe assistia direito.
E ainda te atreves a ser feliz!
De partires para longe dos meus cuidados
Não lhe assistia direito.
E ainda te atreves a ser feliz!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Naquele tempo éramos deuses.
De nós mesmos e uns dos outros.
Fomos uns dos outros, talvez mais que deuses.
A constância dos hábitos transviados
Não cresceu. Atrofiou-se no calendário.
Sou agora um mero ateu, nada de deuses.
Éramos caretas. Depois descobri.
Haviam os outros, mais loucos, e nós.
Eu era eu. Vocês eram dos outros.
Fomos loucos para mim.
E ainda há o álbum de nós, como deuses.
Enquanto, caretas, estão fotografados os seus outros.
Cultua os seus loucos.
E aos poucos.
Morremos
De caretas que fomos.
De nós mesmos e uns dos outros.
Fomos uns dos outros, talvez mais que deuses.
A constância dos hábitos transviados
Não cresceu. Atrofiou-se no calendário.
Sou agora um mero ateu, nada de deuses.
Éramos caretas. Depois descobri.
Haviam os outros, mais loucos, e nós.
Eu era eu. Vocês eram dos outros.
Fomos loucos para mim.
E ainda há o álbum de nós, como deuses.
Enquanto, caretas, estão fotografados os seus outros.
Cultua os seus loucos.
E aos poucos.
Morremos
De caretas que fomos.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
SIN(sim.)-CER(ser)-IDADE.
Cabelo, cabeleira:
Preta, amarela vermelha.
Inconseqüência:
Bela rosa morena.
Cigarro. Magro:
Pálido de longos louros.
Grande e medonho ser:
Puro de coração.
E... Eu:
Se saudade fizesse voltar,
Eu nada mais seria
Que aquele eu de antes,
Ou um óvulo fecundo.
Preta, amarela vermelha.
Inconseqüência:
Bela rosa morena.
Cigarro. Magro:
Pálido de longos louros.
Grande e medonho ser:
Puro de coração.
E... Eu:
Se saudade fizesse voltar,
Eu nada mais seria
Que aquele eu de antes,
Ou um óvulo fecundo.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Maior que a alma.
Do caos, uma liberdade efémera.
Asas. Poética maior que a alma.
Poder em combustão, confusão, colisão.
Preciso rever velhos amigos.
Preciso beber algo.
Antes que eu durma de novo.
Asas. Poética maior que a alma.
Poder em combustão, confusão, colisão.
Preciso rever velhos amigos.
Preciso beber algo.
Antes que eu durma de novo.
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