Afinal, no final tudo são meios.
Quanto ao fim, ainda receio
Seja sórdido demais para estampar
A jovialidade de um princípio sem princípios.
Já nem lembro a que vim
Com a cara da cidade na minha
Os sapatos pretos e a gravata
Minha forca diária
Meu suicídio tênue e silente de cada dia.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Canção da Roça
Agora já não tinha mais
Sangue nos olhos
E era um homem como os seus
Feito em seus sonhos
Em cada tia no tear
Ou na cozinha
A vida alheia no jantar
E em suas linhas
Agora já não era o caos
Que se assumia
Em troca de todo o dinheiro
Que nunca teria
Em cada tio no violão
Ou na varanda
Em cada primo pé no chão
Pelas cirandas
Agora achava que era livre
E que podia morrer
Então a qualquer custo partiria
Ver o sol nascer
No ribeirão... Entre as folhas do verão.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Tudo aquilo que poderia
Cedo ou tarde vir a calhar
É agora obsoleto e atrasado.
E eles continuam mirando
Os ideais vazios de três gerações atrás.
Pelejando contra o auto-flagelo
São patéticos estereótipos da liberdade
Cada vez mais me convencem
De que não almejar salvar o mundo
É na verdade uma dádiva
De quem quer por ele ser salvo.
Cedo ou tarde vir a calhar
É agora obsoleto e atrasado.
E eles continuam mirando
Os ideais vazios de três gerações atrás.
Pelejando contra o auto-flagelo
São patéticos estereótipos da liberdade
Cada vez mais me convencem
De que não almejar salvar o mundo
É na verdade uma dádiva
De quem quer por ele ser salvo.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
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