Enrustindo na jaqueta
Uma garrafa na metade
Apareça as vinte horas
Naquela mesma cidade
A mesma velha esquina
sempre mal iluminada
Ponto médio entre os extremos
A minha e a sua morada
Cante, mas não acorde o dia
Deixe que dure a madrugada
É que só quem sabe das noites
Não almeja a alvorada.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Navalhalma de outubro
O Remoer incessante
Incendeia, rema avante
Logo no outubro escaldante
Escandaliza no lábio cortante.
Desperta, pseudônimo dormente
Domando a psiqué demente
Ata as ávidas mãos, sono quente
Sonha práticas nunca tidas decentes.
De recortes ultrajantes
Ultrapassa recordar instantes
Cava o resto do rosto de amante
Fundo às embarcações junto a Dante.
Incendeia, rema avante
Logo no outubro escaldante
Escandaliza no lábio cortante.
Desperta, pseudônimo dormente
Domando a psiqué demente
Ata as ávidas mãos, sono quente
Sonha práticas nunca tidas decentes.
De recortes ultrajantes
Ultrapassa recordar instantes
Cava o resto do rosto de amante
Fundo às embarcações junto a Dante.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Em um domingo quente
Na janela do banheiro
Subia calmo um mosquito.
Quando subitamente surge
Da sombra de uma escura fenda
Medonho olhar aracnídeo.
Salta e abocanha
Ferrões dentro de entranhas
Jantar da família Aranha
Em detrimento do luto, e das dores alheias
O que agora se vê nas teias
São dezenas de barrigas cheias...
Boa mãe. Sono tranquilo.
Na janela do banheiro
Subia calmo um mosquito.
Quando subitamente surge
Da sombra de uma escura fenda
Medonho olhar aracnídeo.
Salta e abocanha
Ferrões dentro de entranhas
Jantar da família Aranha
Em detrimento do luto, e das dores alheias
O que agora se vê nas teias
São dezenas de barrigas cheias...
Boa mãe. Sono tranquilo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Distanciar
És as vezes esta áurea insone
Que paira sobre minha noite.
Sonho: Hoje sim, é o fim!
O apocalipse da esperança,
E a gênese da saudade...
Que paira sobre minha noite.
Sonho: Hoje sim, é o fim!
O apocalipse da esperança,
E a gênese da saudade...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
HAPPINESS
O
CÁLCULO
QUE RESOLVE
A
CONTRADIÇÃO
DO
SER
É
MILIMÉTRICO.
VELOCIDADE,
PESO
E
PROPULSÃO.
MAIS PLENO
EM
TODA
SUA
NÃO
FILOSOFIA,
SE ENCERRA.
ESTRONDO,
FUMAÇA
E CHÃO.
CÁLCULO
QUE RESOLVE
A
CONTRADIÇÃO
DO
SER
É
MILIMÉTRICO.
VELOCIDADE,
PESO
E
PROPULSÃO.
MAIS PLENO
EM
TODA
SUA
NÃO
FILOSOFIA,
SE ENCERRA.
ESTRONDO,
FUMAÇA
E CHÃO.
DEZOITO E POUCO
QUANDO FINDA A TARDE
É QUE SINTO O GOSTO DE VIVER
O SOL AVERMELHADO JÁ NÃO QUEIMA A PELE
A SIMPLES SENSAÇÃO DE MERA EXISTÊNCIA
PARASITAS SUGANDO O MUNDO
AS PESSOAS COM SEUS DEVERES CUMPRIDOS
E SUAS ALMAS CANSADAS.
NA CABEÇA, O CARDÁPIO DO JANTAR
E NA GARGANTA, A NAVALHA CEGA DO DIA DE AMANHÃ.
É QUE SINTO O GOSTO DE VIVER
O SOL AVERMELHADO JÁ NÃO QUEIMA A PELE
A SIMPLES SENSAÇÃO DE MERA EXISTÊNCIA
PARASITAS SUGANDO O MUNDO
AS PESSOAS COM SEUS DEVERES CUMPRIDOS
E SUAS ALMAS CANSADAS.
NA CABEÇA, O CARDÁPIO DO JANTAR
E NA GARGANTA, A NAVALHA CEGA DO DIA DE AMANHÃ.
Assinar:
Postagens (Atom)
