Em um domingo quente
Na janela do banheiro
Subia calmo um mosquito.
Quando subitamente surge
Da sombra de uma escura fenda
Medonho olhar aracnídeo.
Salta e abocanha
Ferrões dentro de entranhas
Jantar da família Aranha
Em detrimento do luto, e das dores alheias
O que agora se vê nas teias
São dezenas de barrigas cheias...
Boa mãe. Sono tranquilo.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Distanciar
És as vezes esta áurea insone
Que paira sobre minha noite.
Sonho: Hoje sim, é o fim!
O apocalipse da esperança,
E a gênese da saudade...
Que paira sobre minha noite.
Sonho: Hoje sim, é o fim!
O apocalipse da esperança,
E a gênese da saudade...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
HAPPINESS
O
CÁLCULO
QUE RESOLVE
A
CONTRADIÇÃO
DO
SER
É
MILIMÉTRICO.
VELOCIDADE,
PESO
E
PROPULSÃO.
MAIS PLENO
EM
TODA
SUA
NÃO
FILOSOFIA,
SE ENCERRA.
ESTRONDO,
FUMAÇA
E CHÃO.
CÁLCULO
QUE RESOLVE
A
CONTRADIÇÃO
DO
SER
É
MILIMÉTRICO.
VELOCIDADE,
PESO
E
PROPULSÃO.
MAIS PLENO
EM
TODA
SUA
NÃO
FILOSOFIA,
SE ENCERRA.
ESTRONDO,
FUMAÇA
E CHÃO.
DEZOITO E POUCO
QUANDO FINDA A TARDE
É QUE SINTO O GOSTO DE VIVER
O SOL AVERMELHADO JÁ NÃO QUEIMA A PELE
A SIMPLES SENSAÇÃO DE MERA EXISTÊNCIA
PARASITAS SUGANDO O MUNDO
AS PESSOAS COM SEUS DEVERES CUMPRIDOS
E SUAS ALMAS CANSADAS.
NA CABEÇA, O CARDÁPIO DO JANTAR
E NA GARGANTA, A NAVALHA CEGA DO DIA DE AMANHÃ.
É QUE SINTO O GOSTO DE VIVER
O SOL AVERMELHADO JÁ NÃO QUEIMA A PELE
A SIMPLES SENSAÇÃO DE MERA EXISTÊNCIA
PARASITAS SUGANDO O MUNDO
AS PESSOAS COM SEUS DEVERES CUMPRIDOS
E SUAS ALMAS CANSADAS.
NA CABEÇA, O CARDÁPIO DO JANTAR
E NA GARGANTA, A NAVALHA CEGA DO DIA DE AMANHÃ.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
A mim, o espelho rosnava ameaçador.
Quisera eu partir-lhe o reflexo em mil cacos.
Mas de tal fúria, nasceriam mil lobos.
Todos de dentes postos à rubra carne crua.
De súbito, surge a calma das palavras.
Intimidando o canino com o cheiro das flores.
Nada mais que música, o eterno mantra universal.
Nascido do bater das Asas de Poemas.
Quisera eu partir-lhe o reflexo em mil cacos.
Mas de tal fúria, nasceriam mil lobos.
Todos de dentes postos à rubra carne crua.
De súbito, surge a calma das palavras.
Intimidando o canino com o cheiro das flores.
Nada mais que música, o eterno mantra universal.
Nascido do bater das Asas de Poemas.
Era de Lobo
Por qual via o lobo é lobo?
Recosto-me na poltrona
Rogo da sarjeta: Salve Manson!
Pegando um pequeno macaco pela mão
“É assim que se faz. Coca-Cola em um só gole.”
Por qual via o homem é homem?
Transcendendo minh’alma do caos ao gozo.
Prego da tribuna: Louvai a Cristo!
Pegando um pequeno demente pela mente
“É assim que se faz. Amém”.
Recosto-me na poltrona
Rogo da sarjeta: Salve Manson!
Pegando um pequeno macaco pela mão
“É assim que se faz. Coca-Cola em um só gole.”
Por qual via o homem é homem?
Transcendendo minh’alma do caos ao gozo.
Prego da tribuna: Louvai a Cristo!
Pegando um pequeno demente pela mente
“É assim que se faz. Amém”.
Assinar:
Postagens (Atom)
